Câncer de Mama

 15/12/2025

A maior incidência de câncer relaciona-se com a longevidade da população. O câncer de mama, no Brasil,  desde a década de 60 mostra incidência e mortalidade ascendente, cerca de 15% do total de cânceres e a principal causa de óbitos na população feminina.O numero de casos novos é maior nos países em desenvolvimento pela falta de programas adequados de rastreamento1,2.

Os principais fatores de risco para câncer de mama são: idade, parentes de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama; menstruação antes dos 12 anos; menopausa após os 55 anos; obesidade na pós-menopausa, nuliparidade; terapia de reposição hormonal; anticoncepcional oral; história de câncer primário de endométrio, ovário ou colo;  consumo de álcool e/ou tabagismo3.

A eficácia no controle do câncer de mama relaciona-se com o diagnóstico precoce para reduzir, significativamente, a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais (OMS).

O rastreamento do câncer de mama apoia-se no tripé: auto exame, exame clínico e mamografia3.

A mamografia eficaz na identificação de lesões mamárias é indicada rotineiramente para rastrear câncer de mama em mulheres assintomáticas, antes do inicio e durante a reposição hormonal, no pré-operatório de cirurgias plásticas (após 40 anos) e no seguimento (da outra mama) nas pós-mastectomia4. Inúmeros estudos evidenciam redução significativa da mortalidade por câncer de mama entre as mulheres submetidas a rastreamento mamográfico.

Considera-se o auto exame das mamas o principal método de detecção precoce das lesões mamárias, entretanto diversos estudos demonstram que o índice da prática é incipiente em diversas partes do mundo.

Os movimentos de conscientização do auto exame, da realização do exame ginecológico e da mamografia são de extrema importância na detecção e diagnóstico precoce do câncer de mama e deveriam estender-se à todos os meses do ano para diminuir a incidência, mortalidade e as repercussões desta doença.


Fontes e Referências

1.Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Estimativas da incidência e mortalidade por câncer. Rio de Janeiro, RJ: INCA, 2003.

2.Pascalicchio JC, Fristachi CE, Baracat FF. Câncer de mama: fatores de risco, prognósticos e prediti- vos. RevBrasMastol 2001;11:71–84.

3.PasqualeteHA.Prevençãosecundáriadocâncerde mama. In: Pasqualete HA, Koch HA, Soares-Perei- ra PM, Kemp C. Mamografia atual. Rio de Janei- ro, RJ: Revinter, 1998;89–97.

4. Melo A, Meneses ACO, Scandiuzzi D, Oliveira MK, Chaud TL. Detecção e prognóstico do câncer “precoce” de mama: revisão da literatura e apre- sentação de 12 casos. RadiolBras 2000;33:279–85. 

 Telma Regina Mariotto Zakka
 Coordenadora do Comitê de Dor Urogenital da SBED

    Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté (1978). Ginecologista e Obstetra.

    Doutora em Ciências pelo Programa de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.

    Especialista em Acupuntura com Título de Especialista pela AMB.

    Certificado de Atuação na área de Dor.

    Responsável pela implantação, organização e gerenciamento do Serviço de Acupuntura e Dor e do Serviço de Toxina Botulínica para Espasticidade e Distonia, na Prefeitura Municipal de Taubaté.

    Médica pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP desde janeiro de 2000, e do Grupo de Dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP desde 2005.

    Participante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, desde 2008.

    Coordenadora do Ambulatório de Dor Pélvica Crônica do Centro Interdisciplinar de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


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